Fragmento N.º 1

Havia uma plataforma à direita na casa de vovó, que à noite em alguns dias era palco. Uma imitação meio ardilosa de alguma esquete da Escolinha do Professor Raimundo. Dava-se tempo de ensaio e papéis distribuídos entre as crianças. Apresentação para a família, que vergonha assim em retrospecto. Criança não tem nenhuma, é algo que se dá para nós, que se mistura à nossa água junto com os hormônios para podermos crescer. Tinha até uma ordem específica para as performances, uma interação com a plateia. Meu turno: Armando Volta. Se fosse eu o pai me escondia por qualquer motivo. Isso foi em algo entre 1997 e 1999.

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