São dezenove e cinquenta e dois

São muitas coisas para falar, muitas promessas, muitas dívidas. Puxo os fios de cabelo da barba em mais uma confusão profícua, algo assim de tons obsessivos, e penso o quanto escrever é meu trabalho, meu  ofício e minha arte. Sou eu em forma de palavras artesanais, esculpidas como as quero e na forma que me convém. Falo isso com obrigações à porta sem tempo de esperar, mas sem isso fico louco. Não são minutos perdidos, só extravasados. Extravagância é outra coisa. Uma semente de crônica, e só.

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